
A proporção de biodiesel adicionada ao diesel no Brasil é cada vez maior, e a previsão é que possa atingir 20% até 2030, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro. Os preços globais dos combustíveis crescem por causa dos conflitos internacionais, as dificuldades de importação aumentam, e isso faz com que alguns países adotem índices até maiores – no caso da Indonésia, por exemplo, já foi anunciada uma mistura de 50%.
Para os donos de caminhões a diesel, essa mistura gera preocupações, porque costuma-se dizer que o biodiesel é prejudicial ao motor. Mas até que ponto isso é um fato?
Os caminhões modernos já saem de fábrica com motores calibrados para trabalhar com a mistura de biodiesel atual. Se a manutenção for realizada corretamente, não há comprovação de danos. Porém, se o percentual continuar aumentando, ou se o biodiesel não for de boa qualidade, o frotista vai enfrentar problemas.
O problema é com os caminhões mais antigos – e, nesse ponto, vale lembrar que a idade média da frota pesada no Brasil é entre 12 e 15 anos. Nesse caso, é preciso atentar para alguns riscos:
Formação de borra. Estudos com motores antigos mostram que há maior risco de formação de resíduos e entupimento de filtros e bicos injetores.
Oxidação. O biodiesel oxida mais fácil e rapidamente, podendo gerar resíduos.
Umidade. Também absorve mais água, o que pode facilitar o acúmulo de borra e a formação de ferrugem.
Parafina. Em baixa temperatura, o biodiesel de soja pode formar cristais de parafina, que prejudicam o funcionamento do motor.
Como consequência, é preciso reforçar a manutenção dos caminhões mais velhos que rodam com biodiesel. As recomendações dos especialistas são:
- Troca de filtros com maior frequência, já que a saturação precoce é comum.
- Limpeza periódica do tanque e verificação de bicos injetores. Há tecnologias que permitem fazer a descarbonização do motor através da injeção de gás, dissolvendo os resíduos acumulados em pouco tempo.
- Substituição de mangueiras e vedações por outras de materiais mais resistentes ao biodiesel, já que as originais não foram projetadas para trabalhar com essa mistura.
- Uso de aditivos, que inibem a formação de fungos e bactérias – capazes de entupir os bicos injetores – e removem resíduos e umidade.
Os lubrificantes da linha Mobil Delvac™ ajudam a proteger os motores de caminhões, porque seus aditivos neutralizam ácidos, protegendo contra a corrosão causada pelos subprodutos do biodiesel. Além disso, controlam a viscosidade do óleo, mantendo-o nos níveis desejáveis, e combatem o desgaste severo e o acúmulo de borras. Encontre o óleo ideal para seu caminhão aqui.