
A maior fabricante de baterias do mundo, a chinesa CATL, anunciou que começou a produção, em escala comercial, de uma inovação que pode acelerar a transição para os carros elétricos. Trata-se da bateria de íon-sódio, que não necessita de minerais raros, e, por isso mesmo, deve custar entre 30% e 50% menos que as células de fosfato de ferro-lítio. Outra fabricante, a BYD, também está avançando em uma nova geração de baterias de sódio, com as quais vinha fazendo experimentos. Já a Mercedes-Benz, em parceria com a BAIC, está desenvolvendo uma bateria de sódio que promete ser totalmente carregada em apenas 11 minutos.
As baterias são o componente mais importante e mais caro dos veículos elétricos. As principais causas do seu alto preço eram as matérias-primas necessárias para sua produção, com substâncias raras, como níquel, cobalto, manganês e lítio. Já o sódio, um dos componentes do sal de cozinha, é uma substância extremamente acessível e barata. A partir do anúncio da fabricante chinesa, a expectativa é que os primeiros automóveis equipados com a bateria de sódio cheguem ao mercado no final do ano.
Um problema que durante muito tempo dificultou a produção desse tipo de bateria é a tendência do sódio de atrair umidade. Para que ela se tornasse viável, foi preciso desenvolver um rigoroso controle de umidade nas células, o gerenciamento de gases no ânodo de carbono e técnicas inovadoras na colagem das folhas de alumínio internas.
Entre as vantagens da nova tecnologia, ela permite que a bateria mantenha 90% de sua capacidade em condições extremas, mesmo a – 40 °C, o que era impossível nas antigas configurações. A princípio, a autonomia das baterias será de 400 km, em linha com a média do mercado. Mas a fabricante calcula que, com as melhorias que devem acontecer nos próximos anos ao longo da cadeia de suprimentos, essa autonomia possa subir para 600 km.
Por enquanto, os testes da nova bateria foram feitos com veículos comerciais leves, mas já existem fabricantes prevendo seu uso em carros de passageiros. A estimativa é de que essas baterias possam representar, em poucos anos, cerca de 40% do mercado.
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