
O uso de inteligência artificial (IA) na indústria automobilística está causando uma verdadeira revolução em diversos aspectos. A tecnologia está tornando os motores cada vez mais eficientes, mudando a forma pela qual os carros são projetados e até mesmo a maneira de realizar sua manutenção.
Ao ser utilizada dentro dos sistemas dos veículos, a IA atua em tempo real para ajustar o funcionamento do propulsor, analisando itens como temperatura, carga, altitude e estilo de condução, de modo a garantir uma performance mais estável. Com isso, consegue gerar benefícios como uma economia de até 20% no consumo de combustível, uma redução de até 30% nas emissões de poluentes e a prevenção de falhas por meio de manutenção preditiva. Na definição de Marcos T. Alonso, pesquisador da Universidade Técnica de Munique, “A IA não substitui o motor tradicional, ela o reinventa”. O site Mecânica Online listou uma série de benefícios dessa tecnologia:
Eficiência: Permite otimizar o rendimento energético, com reduções expressivas no consumo de combustíveis e nas emissões.
Manutenção preditiva: Monitoramento do desgaste de componentes em tempo real, antecipando falhas mecânicas e evitando paradas inesperadas.
Adoção global: Tanto fabricantes tradicionais quanto líderes em mobilidade elétrica já empregam aprendizado de máquina em bancadas de teste e na gestão embarcada.
Adaptação comportamental: Algoritmos aprendem o estilo de pilotagem do condutor e personalizam as respostas do conjunto propulsor.
Evolução: A tendência aponta para um futuro em que haverá atualizações via nuvem e ecossistemas de condução autônoma.
Um relatório elaborado pela TCS, Tata Consultancy Services, empresa de serviços de TI, consultoria e soluções de negócios do Grupo Tata, aponta que a inteligência artificial integrada em veículos, fábricas, redes de suprimentos e plataformas digitais está saindo dos projetos-piloto e ganhando escala operacional, permitindo alcançar resultados de mobilidade mais seguros, confiáveis e sustentáveis.
Segundo o documento, à medida que veículos definidos por software, fábricas adaptáveis e plataformas conectadas vão amadurecendo simultaneamente, a inteligência vai migrando do design e planejamento inicial para resultados de mobilidade visíveis no mundo real. A engenharia e a manufatura evoluem para sistemas adaptativos, liderados por inteligência, que permitem aprendizado contínuo, tomadas de decisão mais ágeis e resiliência em todos os ciclos de vida do produto e da produção.
Um exemplo prático de como tudo isso se traduz pode ser visto na Porsche Cup Brasil, que tem a marca Mobil™ como parceira. Na categoria, a adoção de sistemas de inteligência artificial conseguiu reduzir em até 40% o tempo de manutenção dos carros, utilizando uma solução baseada em agentes de inteligência artificial que combina visão computacional, telemetria, documentação técnica e históricos dos veículos. A tecnologia, porém, não substitui os mecânicos. Na verdade, o que ela faz é exigir equipes preparadas, que podem aproveitar adequadamente as ferramentas para produzir ganhos efetivos.
Saiba mais sobre o assunto nos sites Mecânica Online, AutoData e R7.