
A diferença entre os caminhões de última geração e os antigos está se tornando cada vez maior à medida que os fabricantes incorporam novas tecnologias.
A Mercedes-Benz Caminhões, por exemplo, anunciou novidades para os sistemas de assistência de segurança de alguns de seus veículos já disponíveis no mercado europeu, para proteger pedestres e ciclistas, além de facilitar manobras em áreas com pouca visibilidade, diminuindo os riscos de colisão. Uma delas é o Frontguard Assist, que monitora diversos ângulos da parte dianteira, com radar e câmera, para identificar pessoas, bicicletas ou obstáculos no chão que poderiam estar em pontos cegos ou em rota de colisão. Já o Active Sideguard Assist 2 monitora os lados do caminhão, evitando pontos cegos durante mudanças de faixa ou manobras. Finalmente, o Active Brake Assist 6 funciona em baixas velocidades, reconhecendo pedestres e veículos e acionando automaticamente uma frenagem de emergência caso detecte risco iminente de colisão.
A Volvo Caminhões, por sua vez, apresentou melhorias no seu sistema de direção, o VDS, que agora detecta estouros de pneu e corrige automaticamente a trajetória do veículo, em uma situação na qual o caminhoneiro corre grande risco de perder o controle do veículo. Em situações menos graves, ele também ajuda, compensando irregularidades na estrada, reduzindo vibrações e tornando o comportamento do volante mais linear, o que ajuda a evitar a fadiga do motorista.
Falando em grandes fabricantes, a Scania também trouxe novidades, anunciando que a partir de 2026 na Europa seus caminhões elétricos passarão a utilizar carregadores de alta potência, capazes de atingir 80% de carga em menos de meia hora. Isso significa o dobro da atual velocidade de carga desses equipamentos – e consequentemente, menos tempo de parada entre um ponto e outro.
Além da recarga rápida, o aumento da autonomia também está em pauta. Iveco, Mercedes-Benz e Volvo estão anunciando no exterior o lançamento de caminhões elétricos que rodam 600 km com uma carga de bateria. O Actros 600, da Mercedes, por exemplo, pode rodar 1.000 km por dia com recargas intermediárias, o que é um ganho significativo em relação aos elétricos de gerações anteriores.
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