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Dicas Mobil

Como as motos modernas poluem menos 

Fala-se muito nas regras de controles de emissões para carros, mas também existe uma série de regulamentações referentes às motos. A mais atual, PROMOT 5, foi inclusive responsável pela saída do mercado de diversos modelos de motos que não atendiam aos limites, a partir de 2024. Hoje não se fabricam mais motos com carburador – que ainda existia em muitas versões populares – e todos os modelos contam com injeção eletrônica. 

O PROMOT 5 tornou obrigatórios diversos equipamentos destinados a reduzir as emissões. Entre eles, um cânister e um filtro de carvão ativo, que filtram os gases do tanque de combustível, para evitar as emissões evaporativas, que aconteciam inclusive com a moto parada. O OBD – sistema de diagnóstico de bordo – que alerta o motociclista sobre problemas no controle de emissões, cuja exigência começou com o sistema M1, mais simples, e já avançou para o M2, mais avançado, e passará a ser obrigatório para todos os veículos de duas rodas, inclusive os mais simples, a partir de 2027.   

As regras de emissões de motos no Brasil são compatíveis com as da União Europeia, e estão entre as mais rigorosas do mundo. Os limites de emissões de hidrocarbonetos são 82% inferiores aos de antes, e os limites de óxidos de nitrogênio, 54% inferiores. Com o PROMOT 5, uma moto produz metade do volume de poluentes. Segundo um estudo da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), ligada à USP, uma moto média emite hoje cerca de 30 kg de poluentes por ano. Em 2003, quando foi publicado o PROMOT 1, primeira versão dessa regulamentação, o volume de poluentes anuais chegava a 390 kg por moto. 

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