
Os fabricantes de veículos cada vez mais buscam alternativas aos motores tradicionais a combustão, mas no lugar da gasolina e do diesel não existe um caminho único, e às vezes cada montadora parece apostar em uma solução diferente. Com isso, a diversidade de motores e soluções se torna cada vez maior, o que por um lado irá trazer mais opções para os consumidores, e por outro irá tornar mais complicada a vida das oficinas, já que haverá cada vez mais tipos de motorizações e sistemas em uso.
A Ford, por exemplo, anunciou que na Europa vai descontinuar a versão a diesel da picape Ford Ranger, mas o modelo passará a ser produzido em uma versão híbrida plug-in, que terá a parte a combustão utilizando gasolina. A Ranger PHEV entrará no lugar da Ranger 2.0 turbodiesel, e usará um motor a gasolina em conjunto com um motor elétrico de 102 cv, que, combinados, produzirão uma potência de 281 cv e um torque maior que o do modelo turbodiesel.
Já as fabricantes Toyota, Mazda e Subaru anunciaram um projeto em parceria para criar motores híbridos ultracompactos, que utilizarão combustíveis sustentáveis e prometem ser ambientalmente mais eficientes que os 100% elétricos e os que utilizam hidrogênio. A iniciativa é liderada pela Toyota, que sempre defendeu os veículos híbridos no lugar dos carros alimentados exclusivamente com bateria. O lançamento da parceria serviu para enviar um recado ao mercado de que a diversificação de soluções pode ser tão eficaz quanto a padronização.
As pesquisas realizadas em todo o mundo para buscar substitutos para a gasolina e o diesel só têm alimentado a fogueira de debates sobre os novos combustíveis. Uma nota técnica publicada pela Empresa de Pesquisa Energética, por exemplo, anunciou que motores a biometano são até duas vezes e meia mais eficazes que os elétricos para diminuir emissões de gás carbônico. A entidade, ligada ao Ministério das Minas e Energia, apresentou um estudo que conclui que, no transporte rodoviário, motores a biometano emitem apenas 8,35 gramas de CO2 equivalente por megajoule, contra 21,15 gramas dos veículos elétricos e 78,82 gramas dos veículos a diesel.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Cummins apresentou um novo turbocompressor especificamente projetado para motores a hidrogênio voltados para o transporte pesado.
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