
A frota de motos no Brasil continua crescendo em ritmo acelerado. Depois de fechar 2025 com um recorde histórico de 2,19 milhões de unidades comercializadas, a fabricação e o consumo permanecem em alta. As fábricas da Zona Franca de Manaus registraram, no primeiro semestre de 2026, uma produção de 1,063 milhão de unidades, 6,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O número permitiu ao país alcançar uma cifra impressionante: “Atingimos a marca de 40 milhões de motos já produzidas em Manaus, o que nos classifica como o maior polo de duas rodas do mundo fora do eixo asiático”, comemorou Marcos Bento, presidente da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motos e ciclomotores.
A quantidade de emplacamentos registrados nos Detrans foi 14,1% maior do que no primeiro semestre do ano passado. E o segundo semestre começou quente. O mês de julho encerrou com o maior volume de produção já registrado para o período: 190.794 unidades, o que representa uma alta de 36% em relação a julho de 2025 e de 45,8% na comparação com junho deste ano.
Os resultados são celebrados porque acontecem mesmo em meio a uma série de dificuldades. Os juros altos aumentaram o custo dos financiamentos, a crise no Oriente Médio gerou um aumento de custos na indústria global. Ano passado a estiagem baixou o nível dos rios na Região Amazônica e prejudicou o transporte das motos produzidas em Manaus – problema que pode se repetir este ano em função do fenômeno meteorológico do El Niño. Mas a previsão da Abraciclo é de que, mesmo com esses problemas, as vendas do ano permaneçam em alta, atingindo a faixa dos 2 milhões de unidades.
A avaliação do mercado é de que as motos chegaram para ficar, porque são mais baratas do que os carros, conseguem se movimentar com mais facilidade no meio do trânsito das grandes cidades, e o mercado de aplicativos de entrega não para de crescer. O governo federal lançou no final de julho o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que oferece financiamento mais barato para quem compra veículos de duas rodas para trabalhar com entregas e mototáxi. Podem ser motociclistas cadastrados em aplicativo ou contratados CLT. Enquadram-se no programa motos de diversos tipos e bicicletas elétricas, desde que atendam a algumas especificações:
- Motos com até 160 cilindradas (7.500 watts para modelos elétricos) ou bicicletas elétricas (até 1.000 watts).
- Motor flex (não pode ser híbrida nem ser apenas a gasolina).
- Ser zero km – programa não inclui veículos usados.
- Somente motos fabricadas no Brasil.
Para saber mais sobre o assunto, consulte os sites Enfoco, AutoData, Jornal do Brasil e G1.