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Dicas Mobil

Mercado de peças de reposição cresce rapidamente 

O mercado de peças de reposição para automóveis está crescendo rapidamente e deve dobrar de tamanho até 2040, segundo um estudo divulgado pelo sócio sênior da McKinsey & Company, Alessandro Rosa, e o parceiro associado Daniele Nadalin, durante um evento promovido pela Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças). No Brasil, a indústria de autopeças movimentou em 2024 cerca de R$ 43 bilhões, incluídos aí os fabricantes nacionais e as peças importadas. A estimativa é de que, em 2040, esse mercado atinja o equivalente a R$ 79 bilhões em valores de hoje. 

Existem várias razões para acreditar nesse crescimento. Uma delas é que os carros estão sendo produzidos com um número cada vez maior de acessórios e dispositivos, e eles se tornam cada vez mais complexos e sofisticados, o que significa que exigirão peças mais caras no momento da substituição. Outro ponto é que a frota em circulação continua crescendo.  

O que impede a previsão de crescimento de ser ainda maior é o crescimento, em paralelo, da frota de veículos elétricos. Esse tipo de carro possui menos componentes mecânicos e, por isso, demandam em média 25% menos peças de reposição, em comparação com os veículos a combustão.  

Os autores do estudo apontam que o aumento do faturamento do setor, no mundo, é incentivado pela entrada de novos players e por atividades de recuperação de peças, que vem ganhando mercado. Em busca de eficiência, avaliam que as empresas nacionais devem investir em processos de digitalização e de design por meio da inteligência artificial. 

alto custo de operação e a concorrência acirrada são apontados pelos fabricantes brasileiros como os principais desafios no mercado hoje. Atualmente, 70% das peças de reposição vendidas no Brasil são fabricadas no país, enquanto 30% são importadas. Entre as que vêm de fora, a maioria vem da China, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Japão e México.  

A reciclagem de peças usadas e partes de veículos, que chega a 80% em países desenvolvidos, varia entre 15% e 35% no Brasil, dependendo do segmento de mercado que se analisa.  

A grande tendência da tecnologia nesse setor é o uso da inteligência artificial para o desenho de peças. Segundo os pesquisadores, ela pode gerar uma redução de até 25% no peso dos componentes, e até 12% nos custos.  

O crescimento também é previsto para o setor de peças para motos. Segundo projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a indústria brasileira de motocicletas segue em trajetória de crescimento e a produção nacional deve alcançar mais de 2 milhões de unidades em 2026, um avanço de 4,5% em relação ao ano anterior. 

Saiba mais sobre o tema nos sites AutodataBalcão Automotivo e Motomundo.