
As vendas de motos elétricas no Brasil cresceram exponencialmente em poucos meses, totalizando um aumento de 63% em 2025, segundo levantamento do Data OLX, área de pesquisas do portal de e-commerce OLX. Uma boa notícia para a mobilidade urbana e para a sustentabilidade, além de uma surpresa, já que o crescimento foi maior doaté que o da venda de carros eletrificados, que cresceu 24% no mesmo período, somando os elétricos puros e os híbridos.
Um dos grandes combustíveis para o crescimento das motos elétricas é a economia. Além de terem preços cada vez mais acessíveis, a partir da faixa de R$ 7 mil, as motos elétricas prometem uma economia brutal no abastecimento – com um custo entre R$ 0,50 e R$ 1,50 para carregar totalmente a bateria, em comparação com o valor necessário para encher um tanque de combustível.
O ranking de participação de mercado das motos elétricas mostra que o preço é um ponto decisivo, com as líderes todas entre as motos de menor custo. A primeira colocada teve uma diminuição de preço de 24% no ano passado, chegando a R$ 8.350, enquanto a segunda pode ser encontrada por R$ 7.418, em média, segundo dados do site de vendas OLX.
Posição / Modelo / Participação de mercado
| 1º | Voltz: EV1 Sport | 36% |
| 2º | Shineray: PT3 | 28% |
| 3º | Voltz: EVS | 26% |
| 4º | Watts: W125 | 6% |
| 5º | Shineray: SE1 | 4% |
Em 2025, pela primeira vez na história, foram vendidas mais motos do que carros no Brasil. As elétricas ainda são uma pequena parte do total, mas os especialistas calculam que, em função do fator econômico e ambiental, elas devem abocanhar uma fatia cada vez maior do bolo. “Em dez anos, todas as motos de trabalho tendem a ser elétricas no país”, explica Carlos Roma, diretor técnico da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). De olho nessa tendência, a 99, em parceria com o governo federal, anunciou um valor de R$ 6 bilhões para subsidiar o acesso de trabalhadores a motos e bicicletas elétricas, por meio de linhas de crédito, locação e acordos estratégicos com fabricantes. Já o iFood, em conjunto com outros fundos, definiu a meta de comercializar por ano até 600 mil motos elétricas, até 2035, em uma iniciativa que contou com aporte inicial próximo de R$ 40 milhões.
Saiba mais sobre o crescimento das motos elétricas nos sites Inside EVs, Canal VE e DW.