
O mercado de supercarros é muito pequeno, mas chama muito a atenção a cada lançamento, para o bem ou para o mal. Nas últimas semanas, uma série de novidades atraiu os holofotes sobre veículos elétricos que acumulam números impressionantes, da velocidade ao preço.
Uma das novidades é a chegada por aqui do Lotus Evija. A marca britânica vai fabricar somente 130 unidades desse veículo de produção limitadíssima, e dois deles serão reservados para o Brasil. O preço? Nada menos que R$ 30 milhões. Com incríveis 2.012 cv de potência gerados por quatro motores e 173,8 kgmf de torque, ele vai de 0 a 100 km/h em 3 segundos, e atinge os 300 km/h em 9 segundos. Não é à toa que o volante tem formado retangular com cantos arredondados, como o dos carros de Fórmula 1.
Já entre as polêmicas, destacou-se a Ferrari Luce, primeiro elétrico da lendária fabricante italiana. Apesar do desempenho impressionante, com potência de 1.050 cv e capacidade de atingir 310 km/h, a apresentação do novo veículo atraiu muitas críticas em função de seu design, que, segundo muitos fãs da marca, “não parece uma Ferrari”. As críticas viraram até memes, comparando o carro a um aspirador de pó e a um mouse de computador, o que causou a desvalorização das ações da fabricante. Mas, após a primeira reação negativa, parte dos especialistas surgiu com uma avaliação mais positiva do lançamento.
Na China, a BYD apresentou, no Salão do Automóvel de Pequim, uma versão especial de seu modelo BYD U9 Extreme, capaz de atingir 496 km/h, o que o credenciou a se tornar o carro de produção mais veloz do mundo, ultrapassando o recorde do Bugatti Chiron Super Sport (490 km/h). Com incríveis 3.000 cv de potência, o carro tem um preço compatível – cerca de R$ 14 milhões.
O mundo dos supercarros pode parecer distante da maioria dos motoristas, mas, aos poucos, as tecnologias adotadas nesses veículos de ponta tendem a migrar para os carros comuns. É o que está acontecendo com os motores elétricos de fluxo axial, empregados em modelos da Mercedes e da Lamborghini. O instituto Arts et Metiers, da França, está coordenando um projeto de diversas universidades e centros de pesquisa na Europa para baratear esse tipo de configuração, que ajuda a diminuir o peso total do veículo, o tempo de recarga e o preço final do automóvel.
Saiba mais sobre esses carros nos sites do Auto Esporte, Inside EVs, G1, Forbes Brasil, Auto Esporte e Inside EVs.