Voltar
Dicas Mobil

Os híbridos estão vendendo muito. Mas qual híbrido comprar? 

A venda de carros híbridos decolou no Brasil no início do ano. Somente no mês de fevereiro, foram emplacados 24.885 veículos eletrificados no país, um desempenho 92% maior do que o de 2025. A participação desse segmento no mercado subiu de 7% para 14% em doze meses. Com isso, a Associação Brasileira de Veículos Eletrificados (ABVE) calcula que a venda em 2026 pode chegar a 300 mil unidades.  

Dentre o total vendido, 35% são veículos 100% elétricos, enquanto os 65% restantes são híbridos. O número de modelos de híbridos varia constantemente de acordo com a chegada e a retirada de novas versões de mercado, mas estão disponíveis hoje no Brasil em torno de 50 opções. E aí é que vem o problema: quem busca um híbrido precisa escolher entre diversos tipos de configurações: MHEV, HEV, PHEV e REEV ou EREV? A revista Autoesporte se propôs a facilitar a vida dos compradores de automóveis e fez um guia explicando as características de cada tipo, e quais os modelos de carros que se enquadram em cada um deles. Em resumo:  

Híbrido leve (MHEV) 

O sistema mais simples, onde o motor elétrico é um auxiliar do motor a combustão. Ele apenas ajuda a economizar combustível, sem um grande investimento, dando suporte ao motor principal em alguns momentos, ajudando a aumentar a potência e o torque em ultrapassagens e retomadas, por exemplo. Esse sistema está presente em carros como Fiat Pulse e Fastback, Jeep Renegade, Kia Sportage e Mercedes-Benz Classe C. 

Híbrido pleno ou convencional (HEV) 

Tem bateria e motor elétrico que auxiliam a unidade a combustão a todo instante. Em alguns momentos, em baixa velocidade, o carro pode depender apenas do motor elétrico. Não precisa ser carregado na tomada. A bateria, em alguns casos, é carregada pelo movimento do motor e, em outros, pela energia cinética gerada na frenagem. Atualmente, são os mais populares no Brasil. Entre os modelos, estão Toyota Corolla e Corolla Cross, o novo Toyota RAV4, GWM Haval H6, Omoda 5, Honda Civic, Lexus UX e Kia Niro. 

Híbrido plug-in (PHEV) 

Possui um motor a combustão e um motor elétrico ligado a uma bateria, que é carregada por fonte externa – daí o nome plug-in, expressão em inglês que significa “ligar na tomada”. Esses modelos têm mais autonomia, com motores elétricos que podem rodar de 40 km a 100 km sem consumo de combustível. Entre os modelos, estão BYD King, Song Pro e Plus DM-i, GWM Haval H6 PHEV-19, Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV e Jaecoo 7. 

Híbrido em série (REEV ou EREV) 

Veículo totalmente movido pelo motor elétrico, cuja bateria pode ser carregada por fonte externa. O motor a combustão atua apenas como gerador, para carregar a bateria quando ela está baixa. Atualmente, há apenas um modelo à venda no Brasil com esse tipo de tecnologia, o Leapmotor C10. 

Para escolher o carro híbrido, porém, é importante também atentar para o que as experiências práticas estão mostrando sobre o desempenho de cada um deles. Na Europa, por exemplo, uma pesquisa mostrou que diversos modelos de híbridos plug-in (PHEVs), quando usados nas ruas, economizavam menos do que era prometido pelos fabricantes. Outra reportagem, da revista Quatro Rodas, mostrou que os híbridos plenos (HEV) são mais econômicos no trânsito urbano do que nas rodovias, o que é exatamente o contrário dos carros com motor a combustão.  

Para saber mais sobre o tema, leia as reportagens nos sites Inside EVsAutoesporteInside EVs e Quatro Rodas.