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Dicas Mobil

Proteção para a moto e o motociclista 

Numa moto, os freios são ainda mais importantes do que em um carro, porque, afinal, não há para-choque nem airbag para defender o motociclista numa colisão, e qualquer acidente sobre duas rodas pode ter consequências muito graves. Apesar disso, muita gente descuida da manutenção do sistema de frenagem, principalmente em relação à troca do fluido de freio.  

Os fluidos de freio para motos e automóveis possuem algumas semelhanças básicas. Ambos são compostos à base de glicol, possuem características higroscópicas (ou seja, absorvem umidade) e baixa compressibilidade. Mas possuem diferenças sutis ligadas ao design dos sistemas de frenagem. 

Nas motos, o fluido precisa possuir maior resistência térmica (DOT 4 ou 5.1, acima de 230 °C) porque as frenagens são intensas, em alta rotação, com exposição direta ao ar. Motos frequentemente usam fluidos de baixa viscosidade, para garantir a compatibilidade com sistemas ABS e ESP, de modo a garantir um fluxo rápido em tubulações que são menores e mais curtas. Já os carros priorizam DOT 4, para preencher volumes maiores em linhas mais longas. 

Como o volume de fluido é menor, confinado em um espaço menor, o fluido das motos tolera menos a contaminação que o dos automóveis. Nesses sistemas, a presença de ar, excesso de umidade ou impurezas acaba tendo um efeito maior. Por isso mesmo, não se deve nunca usar fluido de carros no freio de uma moto. E é fundamental trocar o fluido no prazo certo, porque a água e a sujeira se acumulam ao longo do tempo. 

Os aditivos do fluido de freio das motos garantem que ele mantenha um ponto de ebulição elevado, para poder enfrentar temperaturas altíssimas (até 230 °C) sem sofrer vaporização e degradação acelerada. Também possuem propriedades anticorrosivas, para proteger mangueiras, pinças e cilindros.   

Por ter todas essas funções, os fluidos de freio das motos precisam ser trocados sempre no prazo correto, porque com o tempo eles absorvem um volume mais significativo de água e podem perder eficiência, ou entrar em ebulição. Em ambientes mais quentes e úmidos, vale inclusive trocar antes do prazo. 

Fique sempre atento aos sinais de que é hora de trocar o fluido, mesmo que ainda não tenha chegado o prazo previsto:  

  • Falta de sensibilidade ao pressionar o manete 
  • Sensação de freio “borrachudo” 
  • Sensação de que a frenagem demora mais 
  • Manchas de fluido no chão ou na moto 

É fundamental trocar o fluido somente numa oficina especializada. O mecânico sabe fazer a troca evitando a entrada de ar e umidade, que prejudicam a vida útil do fluido e a eficiência da frenagem.  

A Tirreno, marca de soluções químicas da Moove, tem fluidos para motos de todos os perfis, entre os quais: 

  • Tirreno Fluidtech DOT 5.1 (500ml): Recomendado para motos de alta performance e alto desempenho, proporciona frenagem contundente sem risco de ebulição. Tem ponto de ebulição seco superior a 275 °C. 
  • Tirreno Fluidtech DOT 4 (500ml): Indicado para a maioria das motocicletas, oferece alta segurança, com ponto de ebulição seco acima de 270 °C. 
  • Tirreno DOT 4 Racing (500ml): Focado em alta performance e competição.