
Uma das maiores dúvidas na hora de cuidar do carro são os prazos corretos para fazer cada tipo de manutenção, como trocar o óleo, verificar os amortecedores, as pastilhas de freio, e assim por diante. Um ponto que sempre gera dúvidas é a frequência com a qual se deve fazer alinhamento e balanceamento das rodas.
Muita gente não imagina o quanto é importante fazer o alinhamento e o balanceamento, e por isso mesmo acaba empurrando o prazo para a frente, como se fossem apenas coisas de menor importância. Mas eles impactam a segurança do carro, determinando sua estabilidade nas curvas. Afetam o bolso, porque um veículo desalinhado acaba fazendo mais força para permanecer em movimento, e isso aumenta o consumo de combustível. Afeta até o bem-estar do motorista, porque dirigir um veículo desbalanceado e desalinhado, que “puxa” para o lado, acaba exigindo mais esforço e concentração – mesmo que o motorista nem perceba conscientemente que está ficando mais cansado.
Mas com qual frequência deve-se fazer esses serviços? A resposta simples é: em torno de cada 10.000 quilômetros rodados. Mas é importante saber que, quando se roda com frequência em ruas e estradas ruins e esburacadas, por exemplo, esse prazo pode ser encurtado. E também é importante ficar atento para sinais de que o carro precisa de alinhamento e balanceamento. Quais são eles?
- Quando há troca de pneus, rodízio dos pneus, ajuste na suspensão ou qualquer reparo no sistema de direção.
- Quando há algum tipo de impacto forte sobre as rodas, como cair em um buraco maior que os “normais” ou dar uma barbeirada e acabar subindo com a roda no meio fio de maneira brusca.
- Quando se passou muito tempo rodando em ruas ou estradas esburacadas ou de terra.
- Quando o carro mostra trepidação nas velocidades mais altas.
- Vale a pena também fazer o serviço antes de qualquer viagem grande.
Embora muita gente ache que alinhamento e balanceamento são a mesma coisa – até porque costumam ser feitos numa mesma visita ao mecânico – elas são coisas bem diferentes.
Alinhamento é o ajuste dos ângulos das rodas para que fiquem corretos dentro das especificações do fabricante. Já o balanceamento é a regulagem do peso entre os pneus e rodas do veículo.
O efeito mais visível do alinhamento é evitar o desgaste dos pneus de forma irregular (aquele problema do pneu que começa a ficar “careca” do lado de dentro ou de fora). Já o carro com balanceamento correto tem menos trepidações durante a rodagem.
Durante o alinhamento, são feitas três regulagens:
Cambagem _ o ângulo de inclinação das rodas na vertical, evitando que fiquem mais para fora ou para dentro do que o estabelecido pelo fabricante. Essa regulagem afeta o desempenho do carro nas curvas.
Convergência e divergência _ a direção para a qual apontam os pneus (pode ser para um ponto na frente do carro ou atrás dele).
Caster _ a inclinação do pino mestre, um eixo imaginário traçado entre a direção e os pivôs superior e inferior da suspensão.
Já o balanceamento é feito com a colocação de pequenos contrapesos de chumbo nas rodas, para compensar as diferenças de peso encontradas. Em muitas oficinas isso é feito com o uso de uma máquina chamada balanceador de coluna – as rodas são retiradas, recebem os contrapesos e depois são recolocadas.
Nem sempre é necessário fazer os dois serviços de uma vez – é mais comum que o carro fique desalinhado. Mas em geral as oficinas oferecem realizar os dois de uma vez, com um preço melhor para o pacote. Os serviços são relativamente rápidos, e geralmente podem ser realizados durante uma manhã ou uma tarde, sem atrapalhar a vida do motorista.